10 setembro 2006

RADIOAMADOR - SUGESTÕES PARA A LABRE-RN

Olá colegas.

Nós que frequentamos as reuniões aos sábados na LABRE em Natal, temos de admitir que nossas instalações são simples e até precárias.

Coloco em discussão a sugestão da LABRE solicitar a Administração da Vila das Federações, de nos emprestar também a antiga sala ocupada pela LABRE, e lá implantarmos um almoxarifado onde colocaremos os equipamentos para dx-expedições, antenas, coaxiais e outros materiais que "entopem" nossa sala.

Esclareço que a disponibilização de 2 salas é possível, pois uma das Federações ali instaladas já possui 2 salas.

Nas condições atuais a sala está muito suja e cheia de "quinquilharias" e é quase impossível limpar os "cantos" cheios de materiais, alguns imprestáveis.

Ao deixarmos a atual sala mais espaçosa poderemos mantê-la limpa e em melhores condições de apresentação, e assim poderemos implantar um local para a nossa estação de rádio (tão logo o equipamento volte do conserto), bem como convidar nossas famílias para compartilhar da nossa companhia aos sábados, ainda que eventualmente, quando promoveríamos uma confraternização.

A sala também poderia ser utilizada para palestras, encontros e treinamentos para radioamadores veteranos e novatos, visando o aperfeiçoamento e conhecimento de novas tecnologias.

É minha pequena colaboração para melhorias na nossa LABRE-RN.

Rony, PS7AB
09.set.2006

17 fevereiro 2006

RADIOAMADOR - A Importância do QSL

Ref.: Radioamador - Radioamadorismo
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(PT2TF - Teresinha.)

Por incrível que pareça, vem se perdendo no Brasil o hábito do "primeiríssimo" QSO ser confirmado por QSL. Há até colegas que dizem ainda não terem seu QSL.

Muito contribuiu para esse estado de coisas o desentrosamento das LABRES estaduais, onde funcionavam, mal ou bem o BUREAU de trocas de rádio cartões. Por outro lado, as imprecisões dos endereços no Guia Rádio, decorrente de erros de impressão, mudança de QTH não informado, e mesmo os indicativos não atualizados, comprometem a tradicional troca de QSL's e contribuem para o não recebimento de tão importante confir-mação e gentileza final de um QSO, qual seja - o QSL. Por sua vez acarreta reflexos, por ato de conseqüên-cia, nos CallBooks internacionais, circunstância lamentável uma vez que distorce a boa imagem do Radioamador brasileiro no exterior.

A importância de que se revestem os QSL's a nível internacional pode ser caracterizada hodiernamente pela sua troca via INTERNET nos chamados eQSL (QSL Eletrônico). Nos comunicados feitos em modos digitais já se recebe o QSL em imagens coloridas que nada ficam devendo àqueles impressos e remetidos pelo correio.

É com base nessas tão importantes confirmações que podem os radioamadores requerer Certificados e Diplomas nacionais ou internacionais, que com-provam o "trabalho radioamadorístico" atestando sua perseverança, paciência e dedicação ao hobby que abraçaram.

No futuro esses Diplomas permitirão relembrar difíceis contatos mantidos na troca de informações e de gentileza com colegas compatriotas e co aqueles de todo o mundo. Através deles podemos rememorar momentos de vigília compartilhados com outros colegas que também buscavam as "figurinhas" numa camaradagem de par-ceria solidária, que deve caracterizar a essência do Radioamadorismo.

Esses cobiçados "comprovantes", muitas vezes difíceis de conseguir, respondem também ao espírito de colecionador da mesma forma que tantas outras pessoas se dedicam a colecionar selos e um sem número de outros itens.

Vale lembrar que os Diplomas de Radioamador não podem ser adquiridos, mas somente conquistados, particulari-dade que lhe dá uma importância singular.

Nosso Brasil, com todos os seus Estados ostentando indicativos diferenciados oferece uma excelente oportunidade do radioamador comprovar a nível doméstico a sua capacidade de operação, a eficiência de seu equipa-mento de transmissão / recepção numa cobertura nacional - cobertura esta que só pode ser feita pela troca de QSL's.

27 janeiro 2006

RADIOAMADOR - Os Primeiros Radioamadores no Brasil

(Roberto M. Rodrigues - PY8JS)

- São Paulo e Rio de Janeiro foram os primeiros Estados do Brasil a possuírem radioamadores, seguidos do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco e Pará.

- Pela pesquisa feita, o primeiro radioamador brasileiro foi Livio Moreira, em 1909. Ele era telegrafista profissional do então DCT paulista e tinha como indicativo SB-31G. Seu equipamento foi construído por ele próprio, ao qual deu o nome de 'espirocheta". Realmente tratava-se de complicado conjunto de três "andares". No "primeiro andar" (como ele mesmo dizia) estavam os três componentes "parecis"; no "2. andar", todo feito de pinho, estava embutido o modulador, de 3 watts; e no "terceiro andar" encontrava-se o tanque final, onde também estava colocado o oscilador, que possuía a famosa 6L6, uma válvula usada na época. Havia ainda o RX, construído de todas as peças que encontrou, procurando imitar o SX-17, com pré-seletor, o xtal e o silenciador de ruídos.

- Mais tarde, em 1922, surgiu também Demócrito Seabra, como indicativo SB1AT, que possuía também licença para operar estação móvel marítima. Seu cartão de QSL ostentava as letras WS, abreviatura de wireless station, nome pelo qual eram denominadas as estações que operavam a bordo de navios. O "shack" de Demócrito era uma imitação da cabine de navio, aliás de muito bom gosto, e bem decorada.

- Mas, antes mesmo de surgir Demócrito, apareceu José Jonotskoff de Almeida Gomes, que operou a estação de broadcasting da Westinghouse, instalada no alto do Corcovado, no Rio de Janeiro, de onde transmitiu, em 1922, numa demonstração, para o recinto da Exposição do Centenário da Independência do Brasil.

- O segundo radioamador brasileiro também foi de São Paulo. Chamava-se Leonardo Yancey Júnior, engenheiro, de indicativo SB2SP. Residia na rua Frei Caneca, n. 22, e no terreno erguia-se uma torre de madeira por onde descia o fio da antena até o porão, onde tinha o seu "shack". Seu equipamento era constituído de um transmissor de apenas uma válvula Western Electric, de 50 watts, e um dínamo de 1.000 volts, que Ihe fornecia a tensão de placa . O receptor era um Perry O. Briggs, com circuito de 3 bobinas-a%2.

São Paulo - O primeiro radioamador paulista a ser citado nas revistas estrangeiras especializadas foi Leonardo Y. Jones Júnior, de indicativo SB-2SP. O segundo paulista a figurar na relação de "estações ouvidas" pelas revistas estrangeiras especializadas foi Severino Justi, de indicativo BZ-2AB. O terceiro paulista foi João Sampaio Goes, de indicativo BZ-2AF, conforme noticiou a Revista Telegráfica, editada em Buenos Airas e o "QST", da ARRL, dos E.U.A. O quarto radioamador paulista a ser copiado no exterior foi Júlio Boccolini, de indicativo BZ-2AE. O quinto foi João Ramos Bacaratt, de indicativo BZ-2AJ e, finalmente, o sexto foi Georges Corbisier, de indicativo BZ-2AE.

Rio Grande do Sul - O primeiro radioamador gaúcho começou a operar em 1925. Chamava-se Tyrteu Rocha Viana, de indicativo SB-3QA. Foi um dos fundadores da ABRA - Associação Brasileira de Radioamadores, também conhecida pela sigla A.B.R., do Rio de Janeiro.

Minas Gerais - Arquelão da Silveira Gomes, de indicativo SB-9AA, e Benedito Ramos de Lima, de indicativo SB-9AB, foram os primeiros radioamadores mineiros, ambos licenciados pelo DCT na mesma época, citados pelas revistas estrangeiras especializadas.

Pernambuco - Ao mesmo tempo que o Sul, o Nordeste se iniciava no radioamadorismo. Assim, surgiu, em Pernambuco, Tito de Araújo Xavier, de indicativo B Z-SAA, que foi o primeiro radioamador daquele Estado. Era eletricista, tendo construído seu próprio equipamento, de circuito duplo regenerativo.

Pará - O Norte também se fazia presente, lado a lado com os seus colegas sulinos. De Belém do Pará, falava com o mundo o primeiro radioamador paraense. Chamava-se Roberto Camelier, com o indicativo SB-7AA. Operava com um transmissor de sua fabricação, já que era um radiotécnico de gabarito. Foi ele que fundou e instalou a quarta emissora de broadcasting brasileira, a PRC-5, Rádio Clube do Pará, atualmente com o indicativo ZYI-532. Anos depois, Camelier teve o seu indicativo substituído para PY8-AC.

O Primeiro "Portátil" Brasileiro - Em 1925, o capitão Antônio da Silva Lima, engenheiro militar, radioamador de indicativo BZ-IAV, foi nomeado para dirigir o Serviço de Rádio do Departamento de Comunicações das Forças Armadas que perseguia a "coluna Prestes", oriunda da revolução política de 1924, efetuada em São Paulo.

Em virtude da função que iria desempenhar, era necessário possuir uma transmissora portátil, que permitisse comunicação imediata com as tropas que se internavam no sertão, com o centro das operações e dos comandos das regiões militares. Terminada a montagem do transmissor, no dia 6 de agosto de 1926 foi operada a primeira estação "portátil" brasileira, diretamente do Parque Antártico, na capital paulista. O aparelho era constituído de umaválvula UV-202, em circuito oscilador Hartley, colocada na mala de viagem, e de uma armação de bicicleta, na qual se encontrava um dínamo ligado aos pedais da bicicleta, e o carregador de bateria dos acumuladores, que moviam um outro acumulador de alta tensão, para alimentar o transmissor. A antena utilizada foi uma hertz, de 1496 (como se dizia na época), pendurada em
duas varas de bambu.

Do livro "Radiomadorismo o Mundo em seu Lar", p. 109.

24 janeiro 2006

RADIOAMADOR - Radioamadores formam o maior Clube do Mundo


- Não temos dúvidas em afirmar que os radioamadores formam um dos maiores clubes leigos do mundo.

- O mundo é um imenso reservatório da boa vontade, disso temos consciência.As incompreensões são criadas e exploradas, quase sempre, por uma minoria inconformada. Essa assertiva, entretanto, está longe de ser explicada ao radioamador que, com suacompreensão ótica, sua vontade consciente, seu sentimento de fraternidade, seu patriotismoacendrado, sua crença num Ente Supremo, se sobrepõe aos interesses subalternos que temlevado o mundo a discórdia e a incompreensão, perturbando a harmonia universal.

- É incontestável, portanto, que a nossa finalidade colima sempre uma boa causa, sem dela fazermos alarde. Por isso mesmo, dentro da sinceridade e limpidez com que se ornam as boas causas, as manifestações do pensamento humano, traduzindo os sentimentos sadios dos seusbatalhadores, onde nós radioamadores nos incluímos, varam os anos e chegam a posteridade. É o fruto vivificador daqueles que tem por escopo o bem comum, a felicidade geral, a pazinterior.

- Os radioamadores são esses bandeirantes que rasgam as estradas largas da técnica, da confraternização, do serviço ao próximo, criando em cada um de nós o sentimento do dever cumprido.

- A segura formação do radioamador, a sua integração nos problemas humanos, sociais, técnicos ou econômicos, o leva a preservação da unidade, porque sabe relacionar os fatores positivos e eliminar as quantidades negativas.

- Os radioamadores são esses viajantes do éter, que conquistam o espaço e penetram em todos os cantos, plantando em cada pouso a semente da concórdia e fazendo-se presente nas maiores conquistas do saber humano e nas menores. São os matizes das condições sociais ou econômicas, dascondições étnicas ou religiosas, o radioamador‚ sempre igual, nem inferior, nem superior.

- O radioamadorismo nivela todos a uma mesma altitude, onde todos se vêem, todos se olham, todos comungam a mesma idéia, o mesmo objetivo: "o bem da humanidade, a paz universal, a compreensão humana".

- É fora de dúvida, portanto, que devemos lutar, pois só através da luta no bom sentido, do esforço tenaz, o homem pode subir, progredir, sublimar-se. O aniquilamento é a negativa do valor. Enquanto o homem não se conhece, não alcança a paz de espírito, não confia em si mesmo, sente a impressão do medo e não consegue nem a clareza para encontrar as soluções pelas quais o coração anseia.

- Conhecer-se, entretanto, não consiste apenas em observar o modo de ser, de pensar ou de agir. O verdadeiro conhecimento é de caráter ativo e se traduz em realizações. E é no radioamadorismo que encontramos todas as possibilidades para que o homem se complete, se torne um forte e aprenda a querer amar, como aprende a trabalhar e a servir.

- E por entendermos o radioamador, é que dizemos, sem dúvida nenhuma, serem eles o baluarte da integração, os paladinos da união, os irmãos que sabem o que pode o homem quando tem a consciência sadia.

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